São poucos os profissionais formados na área de Comunicação em
Imperatriz, mas mesmo sem formação, muitas pessoas conseguem ingressar
nessa área através do QI (quem indica).
As assessorias de comunicação da cidade, em sua maioria, são
constituídas por pessoas que não tem um vasto conhecimento nessa área,
o que pode gerar problemas como à má qualidade do serviço prestado. A
ética jornalística também é um fator que pesa nessa qualidade, pois
profissionais de comunicação dividem o trabalho jornalístico com
assessorias de imprensa fazendo com as matérias por eles publicadas
nos jornais percam a imparcialidade e favoreçam o político ou órgão
que ele assessora.
A produtora de Jornalismo Cristtyane Costa, revelou que com um bom
nível de amizade e um pouco de conhecimento na área de comunicação é
fácil conseguir um emprego como assessor, "geralmente as prefeituras
necessitam desse profissional, existe essa vaga, mas como o mercado é
escasso, não existe esse profissional formado aqui na Região Tocantina
então quem ocupa esse cargo é quem está próximo do prefeito,pessoas
ligadas a ele, que tem conhecimento não digo extenso, mas um pouco de
conhecimento na área".


Daniel Pereira de Sousa (foto), presidente da diretoria colegiada do
Sindicato dos Empregados em Empresas Jornalísticas e de Radiodifusão
de Imperatriz (SINDIJORI), admitiu a má qualidade do serviço daqueles
que não tem formação, mas também enfatizou que o mercado é formado por
dois tipos de profissionais: o que tem formação e aqueles com algum
conhecimento em comunicação, mas que ainda sem a formação acadêmica.
"Primeiro nós temos que fazer uma separação nessa questão. Há aqueles
que não são formados na área jornalística e aqueles que não têm
formação nenhuma", observou.
A liderança acrescentou ainda que " Inclusive essa discussão está em
nível de tribunais e com tendência de que aqueles profissionais que
tenham uma formação e que já militam na imprensa possam continuar
trabalhando sem que haja a necessidade ou obrigatoriedade do curso de
jornalismo. Se um profissional, um jornalista, um repórter que exerce
uma atividade jornalística ele não tem formação acadêmica em nenhuma
área do conhecimento certamente que parte daquele trabalho dele como
um todo venha a ser prejudicado por isso. Mas se ele não tem a
formação acadêmica na área da comunicação social e tem uma outra
formação acadêmica em determinada área do conhecimento humano e ele o
faz com esmero a profissão ou aquele mister a que ele está obrigado a
fazer eu vejo que isso não afeta a obra ou o resultado desse
trabalho", opinou o presidente do Sindijori.
Daniel Pereira também ressaltou que em Imperatriz o mercado de
trabalho é diferente de outros pontos do país devido o Curso de
Comunicação Social (Jornalismo)só ter sido instalado há dois anos. E
complementou dizendo que espera a instalação do curso de Jornalismo
possa motivar os profissionais práticos da cidade a buscar a formação
acadêmica, o que possibilitará a melhoria na qualidade da impressa de
Imperatriz.

ASSESSORIAS - Outra questão é o acumulo de cargos que profissionais da
cidade exercem, trabalham em alguma emissora de televisão, rádio ou
jornal impresso e ao mesmo tempo assessoram políticos. Isso faz com
que ele se torne antiético em relação à profissão, pois nunca vai ser
objetivo, mas sempre tendencioso nas suas matérias.
"As vezes a pessoa é funcionaria da Câmara e exerce atividade de
redação em determinado jornal e a coluna ou as matérias que são ali
veiculadas são sempre tendenciosa na defesa ou no proselitismo
eleitoral político daquela autoridade ou na defesa inclusive de atos
que as considero imorais ou ímpocos. Uma ou mais atividade paralela
com a carteira assinada é admitido no mercado de trabalho a luza da
própria CTL (Consolidação da Lei do Trabalho) e segundo os baixos
salários com os quais nos debatemos nos impede inclusive de exigir ou
pelo menos tentar, a nível de conscientização,que aquele trabalhador
da imprensa deixe aquela assessoria na Câmara ou na Prefeitura porque
isso lhe traria algum prejuízo na disfunção na sua atividade
profissional na outra empresa jornalística", relatou.
Luís Carlos Lima Vasconcelos, estudante de Jornalismo que já atua na
área há mais de vinte anos, também não apóia a dupla jornada de
profissionais que se revezam entre uma empresa midiática e em uma
Assessoria de Comunicação.
"Eticamente não é recomendado você trabalhar numa assessoria e num
meio de comunicação ao mesmo tempo por que como é que você vai
trabalhar numa assessoria e enviar uma matéria para determinado órgão
de comunicação que você também trabalha lá? Qual é a imparcialidade ou
a tendência que você vai ter?", indagou Luis Lima.
O baixo salário na área jornalística é um fator crucial que faz com
que os profissionais desta área procurem ou aceitem trabalhar em dois
campos da comunicação não se preocupando com o valor ético da
profissão. E para o jornalismo continue sendo sério e mostrando sempre
os fatos como realmente é, tem que ter profissionais competentes a sua
frente, profissionais esses que não se dividam e vários para seu
beneficio lucrativo e acabam manchando a veracidade das noticias e dos
jornais.



Texto: Dailane Santana
Pauta e edição: João Rodrigues
Repórteres: Joyce Magalhães, Claudyo Jackson, Paula Lima
e Dailane Santana

Atraso em conclusão de laboratórios preocupa estudantes

12 de dez. de 2008

Em meio às comemorações do segundo aniversário do Curso de Comunicação Social – Jornalismo - da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), comemorado mês passado, uma pergunta ainda sem resposta: por que o prédio dos laboratórios do curso ainda não foi entregue?

Para a maioria dos estudantes a situação preocupa. O quadro reduzido de professores e a não disponibilidade de laboratórios para aulas práticas representa uma ameaça à qualidade da formação dos futuros jornalistas. O clima no Campus é de expectativa para a entrega desse prédio, situação que beira o utopismo. Em setembro de 2007, o diretor de Centro, Professor-Doutor Jeferson de Deus Moreno afirmou categoricamente que o prédio seria entregue no mês seguinte, no entanto, passado mais de um ano a promessa não foi cumprida.
Mas apesar da demora, alguns alunos são otimistas, como no caso de Rodrigo Souza, do 4º período, que declarou: ”Tem um prédio que a gente não usa, mas pelo menos existe”.



As reclamações entre os alunos podem ser observadas em qualquer parte da universidade, desde uma simples conversa numa roda de amigos até aos debates nas assembléias gerais do curso.
Algumas disciplinas estão sendo oferecidas em laboratórios improvisados, o que acaba desestimulando tanto alunos quanto professores, que não conseguem passar o conteúdo com qualidade.

Para o Professor Joedson Marcos Silva, os problemas enfrentados pelo curso são os mesmos que toda universidade pública tem, e aponta a burocracia da Ufma como principal empecilho para a entrega do novo prédio.


Burocracia provoca novo adiamento na entrega de laboratórios



O coordenador do Curso de Jornalismo, Carlos Alberto Claudino culpou a burocracia para o atraso na entrega do prédio onde vão funcionar os laboratórios. Tranqüilo, ele fez questão de apresentar detalhadamente os fatores que vem gerando o atraso na obra.

Alberto Claudino revelou que o problema teve início com a necessidade de readaptação, em especial do sistema elétrico, desse prédio. Até agora a empresa responsável, segundo ele, ainda não começou fazer as readaptações.
O educador admitiu que algumas empresas venderam equipamentos à Ufma, no entanto desistiram do negócio e o resultado prático disso é que a instituição de ensino superior terá que refazer as compras. “O outro problema que mexe com o curso é a questão de aquisição de equipamentos, porque nossas compras são todas feitas via pregão público e tiveram algumas empresas que venderam e depois desistiram da venda e alguns deles terão de ser recomprados”, frisou.

Apesar disso, ele adiantou que os problemas são mínimos devido ter sido comprada grande parte dos equipamentos para os laboratórios e o que falta é apenas a instalação destes.
Sobre o quadro de professores, Claudino adiantou que três novos docentes foram incorporados á instituição e pelo menos outros três aguardam oportunidade para ingresso. Também está previsto o lançamento de um novo edital para contratação de pessoal a partir de do ano que vem.

Ao fazer uma comparação entre o período de inicio e o atual, Claudino considerou que houve grandes avanços e até arriscou-se em dizer que nos primeiros meses de 2009 os laboratórios estão sendo entregues. “A situação geral do curso é boa e estamos tentando solucionar esses problemas”, finalizou.



Repórteres: Joyce Magalhães e Claudyo Jackson
Pauta e edição: João Rodrigues

Simpósio de Comunicação Social: 2007 x 2008

11 de dez. de 2008

Após ter passado o II Simpósio de Comunicação Social, resolvemos fazer uma enquete com os alunos do 3º, 4° e 5° períodos da UFMA que também participaram do I Simpósio para fazer uma comparação entre os dois anos do evento (2007-2008).

O resultado ao contrário do que se esperava apresentou muito descontentamento por parte dos inscritos em relação ao ano passado nos seguintes aspectos:
O primeiro deles diz respeito à programação científica, que traz palestras, mesas redondas e trabalhos inscritos e apresentados pelos próprios alunos da UFMA. Uma vez que ano passado foi dividido melhor os horários de apresentação em decorrência dos mini-cursos, logo, mais pessoas puderam assistir.

O segundo é sobre os mini-cursos oferecidos nota-se que estão em maior número com relação a 2007 que eram: web-jornalismo, fotojornalismo, roteiro de cinema e assessoria em comunicação. Já em 2008 voltam com outros ministrantes com exceção de fotojornalismo, e trazem dois novos, como cerimonial e protocolo e criatividade em assessoria de comunicação.

A aluna Amanda Araújo, que fez mini-cursos nos dois anos faz a seguinte afirmação:
“Acho que este simpósio com relação a qualidade do evento está melhor em quantidade, mas em qualidade deixa muito a desejar, a começar pelos seus ministrantes que são professores da própria universidade e também pela falta de organização por parte do C.A que pode até ter feito o evento sem o apoio da UFMA. Mas acredito que não diferentemente do ano passado não teríamos problemas em encontrar patrocinadores,em 2007 mesmo em meio a greve o nosso simpósio foi muito melhor” [sic].

O terceiro fator analisado foi o da noite cultural, que não deixa de ser importante já que se trata do entretenimento dos participantes do evento e ajuda na interação entre estudantes, palestrantes e pessoas que desejaram participar.
Para a estudante do 3° período, Adriana de Sá, a noite cultural é a parte mais importante do evento: “Achei que no primeiro dia foi tudo no improviso e que houve falta de comunicação com os demais participantes do curso sobre as dificuldades encontradas para organizar a mesma, já que o C.A.usa este argumento como desculpa para justificar a falta de qualidade deste momento”. [sic]

Enfim, vale ressaltar que apesar da maioria ter desaprovado o sucesso do evento,alguns poucos defendem que ele foi bem sucedido e que alcançou suas metas dentre elas uma maior divulgação do curso de jornalismo e que os professores se saíram muito bem em seus mini-cursos.
No geral a partir de dados coletados durante o acontecimento do evento, 73% dos entrevistados consideraram o simpósio 2007 melhor em termos organizacionais do que no ano de 2008, restando 27% que discordam deste fato.



Pauta, produção e edição: Diúlia Sousa Silva

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Campus II, realizou, entre os dias 03 e 05 de dezembro, o II Simpósio de Comunicação Social – Jornalismo e Memória. O Encontro aconteceu nas dependências do campus e no auditório da OAB.

O evento está em seu segundo ano e contou com a participação dos professores e alunos em sua organização. A programação oficial incluiu mesas-redondas, sessões de trabalhos orais e exposição de fotos e demais trabalhos dos alunos objetivando resgatar a trajetória do jornalismo regional/local, delineando os seus desafios presentes e futuros.

Resgatar o passado e encarar os desafios e tendências, presentes e futuros do Jornalismo, com atenção especial ao caso regional/local, foi o objetivo do Simpósio. Objetivos em pauta, mas de fato, não aconteceu como o planejado, a começar pelo numero de inscritos e presentes nas discussões levantadas durante o evento.
Os mini-cursos oferecidos: Webjornalismo, Telejornalismo, Cerimonial e Protocolo e ainda, Criatividade em acessoria de comunicação não obtiveram 100% da aprovação dos participantes.

Acho que deviam ter escolhido melhor os mini-cursos, de preferência algo mais dinâmico que ficar dentro de uma sala ouvindo e ouvindo...”, comentou Mario Alves, aluno do 4° período de jornalismo. Durante as noites foram realizadas palestras no auditório da OAB, entretanto, a freqüência às mesmas foi pequena, ou sazonal.



Repórteres: Jairo Alves, Raphael Giannotti, Dyego Wilson
Pauta: Angelo Verderosi, André Ricardo Kadett
Editor: Diego Leonardo

Antes tarde do que nunca

10 de dez. de 2008

Há décadas que a cidade de Imperatriz possui os seus veículos de comunicação – rádio, TV e impresso. É certo que no princípio iniciaram-se de forma precária, mas com o passar dos anos desenvolveram-se de forma proporcional do nipe de nossa cidade.

Desenvolvimento esse que aconteceu juntamente com a ausência de uma formação acadêmica. É lamentável que só após tantos anos de profissionalismo ambíguo e imitativo, tenha sido implantado o curso de comunicação social, nesta que é a segunda maior cidade do Estado do Maranhão.

Esse fato é extremamente vergonhoso, já que cada ano que passa, Imperatriz ganha proporções consideráveis, apesar de seu sistema de ensino público e sua estrutura cultural serem bastante carentes. Mas apesar dos pesares, antes tarde do que nunca, pois com a recém-chegada do curso de comunicação, nós poderemos, futuramente, ter um jornalismo com profissionais mais preparados e criativos.




Repórteres: Jairo Moraes e Dyego Wilson
Editor: André Ricardo e Diego Leonardo
Pauta: Ângelo Verderosi e Raphael Giannotti

Entre melhorias e mazelas, safam-se todos

9 de dez. de 2008

A realização do II simpósio apresentou no todo uma perspectiva objetiva quanto ao seu objetivo, que era o de dar maior visibilidade ao curso de Jornalismo da região. Dentre os pontos objetivos a serem destacados aqui, podemos ressaltar as palestras das chamadas “mesas redondas”, que trouxe até mesmo o presidente da Fenaj Sérgio Murilo de Andrade para a primeira noite de palestras. Este por sua vez, fincou – se em pontos fundamentais da atividade jornalística, tais como a ética da profissão que, por muito é questionada, a finalidade e a importância de se possuir um diploma de jornalista, tendo em vista que a profissão é exercida por profissionais sem um estudo superior ou com formação em outras áreas do conhecimento senão o jornalismo, entre outros pontos.

Entre outros fatores que valem ser ressaltados durante o simpósio, além das mesas redondas, foram os mini – cursos e as apresentações de trabalhos científicos. No entanto estes dois últimos geram controvérsias entre os participantes. Enquanto alguns reclamam de não terem oferecido melhores mini – cursos, ou o pequeno número de vagas, ou ainda da falta de informação a respeito das mesmas, outros ressaltam que os mini – cursos os quais fizeram foram muito proveitosos, tendo em vista a “falta de opções melhores”.
Nota – se que deve ter algo de errado, pois não era para haver controvérsias, afinal, tratava – se de um evento que tinha como ambição maior entrar para os anais da história imperatrizense. Quanto às amostras de trabalhos científicos na área de comunicação, o que se observou foi um grande “despreparo dos alunos” que os apresentou, sendo que durante tais apresentações, muitos destes se mostraram excessivamente nervosos, chegando muitas vezes a ficarem completamente perdidos dentro dos temas defendidos. Não cabe aqui questionar a qualidade dos trabalhos, até porque todos foram muito bem preparados pelos alunos, mas sim a fraca defesa dos mesmos diante de um professor preparado, como o que aconteceu na maioria dos trabalhos ali apresentados.

Outro ponto a ser questionado foi a constante mudança na programação. A única vez em que se seguiu a programação correta durante a primeira noite, na palestra do presidente da Fenaj. Nos demais dias de programação sempre houve uma mudança de palestrantes ou na programação, tal como foi na última noite do simpósio, quando estava prevista uma festa de encerramento no Campus da UFMA, chegando a ser publicado antecipadamente publicado na agenda de programação do evento.

Dentre melhorias e mazelas, este pode ser considerado um apanhado geral do II Simpósio de Jornalismo. Um evento proveitoso, que só não foi cem por cento devido à desorganização de alguns pontos básicos. Fica ai uma lição para que os futuros simpósios venham a ser melhores do que este. Ora, é mais do que um dever para com quem participou tais melhorias afinal, é preciso que se faça algo bem organizado para que o curso consiga o tão almejado reconhecimento da região. Este é basicamente o grande desejo dos estudantes de Jornalismo da cidade de Imperatriz. Por fim, podemos resumir o evento na singela frase: “Entre mortos e feridos, safaram – se todos”. Ou seria “ Entre melhorias e mazelas, safaram–se todos”?



Repórteres: Adenilson Silva, Jadiel B. Reis, Renata Ribeiro
Pauta: Chrystiane Martins, Jadiel B. Reis
Editores: Ellyne Almeida, Adenilson Silva
Texto: Jadiel B. Reis

O pesadelo da amnésia coletiva

Aparentemente, alguns acadêmicos de jornalismo da Ufma, sofrem ou já sofreram de amnésia. Na coordenação do curso encontram-se, empilhados, vários certificados do simpósio “Os Sentidos do Jornalismo”, realizado no ano passado. Já terminou o segundo simpósio de Comunicação Social e espera-se que não se formem novas pilhas de certificados esquecidos. Os do ano passado estão à disposição dos alunos na secretaria do curso, já os atuais serão entregues por volta do dia 19 de dezembro das 14:00 as 18:00 horas, nas segundas, terças, quintas e sextas- feiras, na coordenação de jornalismo da Ufma.

Segundo a professora Roseane Arcanjo, o simpósio foi uma ótima oportunidade de progressão na carreira acadêmica, pois além do conhecimento adquirido, ofereceu uma carga horária de 30hs que pode ser utilizada como disciplina eletiva.

No mundo racionalizado em que vivemos tudo deve ser comprovado, até mesmo nosso conhecimento, alguns ficam “desencantados” diante dessa burocratização, outros apelam para o esquecimento e enquanto isso... Na sala do Claudino... Os certificados permanecem a espera dos alunos, que por algum motivo esquecem sua utilidade ou habituam-se no “deixa pra depois”.



Pauta, produção e edição: Janaina Amorim

A dança das cadeiras

Quem nunca brincou, um dia irá brincar! Quem nunca assistiu ao show da Xuxa é só vir para a Ufma que logo logo ficará sabendo do que se trata.
A dança das cadeiras é quase que uma “crise imobiliária” às avessas. Lá atacaram os imóveis enquanto aqui tem de sobra moveis. Mais especificamente aqueles que são feitos unicamente para serem sentados.

Um velho ditado Chinês diz: “Em nádegas sentadas não entra mosca.” E mesmo assim ainda tem muita gente optando por ficar de pé só porque já tem cadeira cativa. Esses são aqueles que periodicamente saem para dar uma voltinha, mas sempre retornam como bumerangues. É o dilema das cadeiras das cátedras. Ir o mais longe que puder e depois voltar quando a fome apertar, igual a cachorrinhos com medo de perderem os ossos, por isso, sempre retornam para o alimento garantido. A certeza, a garantia de que no final do mês e para o resto da vida ele sempre, infalivelmente, estará lá. É isso que torna o osso mais gostoso. Ah “tutanozinho” saboroso! Por ele, a maioria é até capaz de se sujeitar a sentar em cadeiras de prego no sol quente do deserto Sul Maranhense. Que sacrifício árduo... só para comer um osso! Os mais metidos a sabichões, aonde quer que vão levam a cadeira consigo. Que coisa feia, ficar de pé e não deixar os outros sentarem! Isso é o sinal da mais pura rabugice.

No fundo, tudo isso só acontece porque a “Ilha” é um lugar que não sai de suas cabeças. Pobres cabeças alucinadas pelo sol quente. A “Ilha” é o sonho e a utopia de todo bom participante da dança. Mas no final, os únicos que realmente dançam são aqueles que estão ali somente para estudar e acabam meio que sem querer, aprendendo a fórmula de dançar, de como entrar na roda e fazer o status quo perpetuar.

Mas logo chegará o dia em que surgirá o atrevido que tenha a coragem de denunciar e em alto e bom som gritar: “Ou sentem ou saiam de cima, porque desta forma não há mais como aceitar”!



Pauta, produção e edição: Ricardo Magno

Noites Culturais

8 de dez. de 2008

É, esse ano as coisas mudaram muito para os participantes do Simpósio de Comunicação da UFMA, principalmente para os festeiros da vez, pois as noites culturais deixaram a desejar. O primeiro dia no pátio da OAB, onde aconteceu a parte noturna do evento, acadêmicos cantavam Musica Popular Brasileira (MPB) contou com um público não muito grande e este aos poucos foram embora.

O segundo dia, 04 de dezembro, não houve nenhuma movimentação cultural após o bate-papo com os jornalistas e radialistas locais. O porque não se sabe, já que no cronograma oficial do evento descrevia Noite Cultural em todos os dias do evento.

Conseguintemente no dia 05 de dezembro, no último dia do evento onde merecia um encerramento cerimonial, não houve nenhuma movimentação por parte da organização nem dos participantes, na Noite Cultural no cronograma do evento anunciava musica eletrônica no pátio da Universidade, mas esse também não houve, devido ao cansaço do evento, por falta de público essas são hipóteses da não realização das noites culturais que estava sendo esperada pelo público do Simpósio.

Contudo, praticamente não houve entretenimento cultural nas noites do Simpósio, mas, esperemos pra ver os comentários via corredores da Universidade.



Repórter: Ângela Barros
Pauta: Karine Duarte
Editora: Alanna Ferreira

Um novo perfil midiático para Imperatriz

Com o tema “Trajetória da Mídia na Região Tocantina”, a mesa redonda do II Simpósio de Comunicação Social da Ufma (Universidade Federal do Maranhão), realizou na noite de quinta-feira (04), um debate para traçar um novo perfil midiático para a cidade de Imperatriz ocorrido no auditório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Cinco palestrantes foram convidados, mas apenas um compareceu: Edmilson Sanchez (jornalista), os diretores da TV Mirante e Difusora mandaram os respectivos funcionários em seu lugar; Gil Santos (repórter) e Josafá Ramalho (apresentador do Jornal da Difusora). Os radialistas Aldeman Costa e Marcelo Rodrigues não deram sinal de vida.

Imperatriz é conhecida como a cidade da pistolagem, estampada nas manchetes dos jornais locais e região. Os participantes presentes da mesa, assumiram ter uma grande parcela de culpa por esta, até então conhecida, Imperatriz. Apesar de ajudarem na construção de uma cidade violenta e sanguinária, os profissionais da área esquecem de olhá-la de um outro ângulo. Acolhedora e cheia de uma cultura peculiar com artistas da terra, Imperatriz é conhecida por sua famosa panelada que já virou um prato típico adotado pelos imperatrizenses. A cidade serve de suporte para os estados do Pará, Maranhão e Tocantins alavancando ainda mais a economia da cidade e mesmo assim, as empresas midiáticas a alimentam com sangue e violência.

Os palestrantes concordaram que precisam traçar um novo perfil da cidade, mas para isso além de quebrarem inúmeras barreiras precisarão da ajuda dos futuros jornalistas da Ufma. O debate seguia com as suas questões sérias e polêmicas até que chegou a ponto de comédia. O professor doutor da Ufma Gilbert Angerami é atacado por um pernilongo de raça, e ao tentar matar o inseto fez um estalo altíssimo com as mãos, todos o olharam e a turma toda riu, inclusive os convidados.

Comédia mesmo aconteceu durante a palestra realizada no dia anterior na OAB. O “jornalista” Alberto Sousa (apresentador do programa Aqui Agora da TV Difusora), pede o microfone e diz não acreditar que o futuro corpo de jornalistas da Ufma mudará o quadro atual do perfil de Imperatriz, pelo menos não nesses vinte anos.

A imprensa local, de uma forma geral terá um papel muito difícil: mudar o quadro da pistolagem e da barbárie que está impregnada ao nome da cidade, tarefa que cabe ainda às novas turmas que surgirão da Ufma.




Pauta, produção e edição: Kalyne Cunha

Uma palestra, várias lições: o que é ser um jornalista

5 de dez. de 2008

A abertura do segundo Simpósio de jornalismo foi feita oficialmente ontem (03 de dezembro de 2008). Entre vários pontos a serem abordados, alguns merecem destaque. Uma delas é questão ética dentro do campo jornalístico. Segundo o presidente da Fenaj Sérgio Murilo de Andrade, a questão Érica está completamente ligada ao fato de o jornalista não ter sua profissão devidamente legalizada, se comparada às demais.

Outro fato importante de ser destacado na palestra é a questão da finalidade de se ter um diploma de formação em Jornalismo, sendo que hoje em dia o mesmo não vem sendo tão exigido. Tal diploma é importante, pois é através de um conhecimento acadêmico, apoiado em bases teóricas, que o futuro jornalista vai saber o que é e o que não é notícia. Através deste ainda, será possível para o jornalista saber quais os seus limites éticos dentro da profissão, ou seja, saber até onde ele deve ir para passar uma determinada informação, saber até onde é preciso invadir a privacidade para reportar uma informação de interesse público.

Por fim, não poderíamos deixar de falar aqui do ponto mais argumentado, mas enfatizado da palestra: a questão da atividade jornalística, o que é ser um jornalista? Para muitos, jornalismo é tratado como uma ciência. Mas como pode ser tratado como tal se, se ele não tem um objeto de estudo em si? Para outras, ser jornalista é ser artista. Mas como ele pode ser considerado como tal, se a atividade jornalística, na prática o jornalismo apenas tenta retratar o real? Bem, uma coisa pode ser dita, o jornalismo não é nenhuma coisa e nem outra, ele é um conhecimento baseado no social que tem como característica a singularidade. Ora, como poderia ele passar informação para as demais pessoas ele não tivesse um conhecimento prévio do real? Este é um fato a ser pensado.



Repórteres: Jadiel B. Reis, Renata Ribeiro, Ellyne Almeida, Chrystiane Martins
Pauta: Jadiel B. Reis, Renata Ribeiro
Edição: Renata Ribeiro, Adenilson Silva

Onde está o Wally?







Olha o nosso amigo Wally ali!

Mas espera, eu estou vendo Wally, no entanto não estou vendo a população imperatrizense. Esse simpósio não é para mostrar ou abrir as portas da Universidade e do Curso?
Então para que todas essas aparições na mídia?
Se era apenas para convidar o povo das instituições que lidam com o jornalismo e entretenimento vinculáveis às mídias, por que não levar o convite diretamente às assessorias ou até mesmo às direções locais?



Pauta, produção e edição: Ricardo Magno e Vinícius Mendes

Trabalho de Gente Grande

4 de dez. de 2008

Nos últimos dias, os alunos de jornalismo do 3º período, têm “brincado” de ser jornalistas profissionais, apurando os fatos que antecede o II Simpósio de Comunicação – Jornalismo e Memória. O desafio foi proposto pela professora Larissa Leda. Com esse projeto, os alunos estão colocando em prática o que aprenderam nas aulas teóricas.

O blog, que é o veículo montado pelos alunos tem recebido textos de diferentes gêneros discursivos como: interpretativo, opinativo, diversional e utilitário. Os alunos procuram interpretar e opinar, mesmo com a pouca experiência que tem, os acontecimentos do Simpósio de Comunicação, para que os participantes não tenham dúvidas quanto à programação do evento. E para os que acham que os alunos estão se dando mal, estão completamente enganados. Eles estão tirando de letra e colocando em prática tudo o que aprenderam na disciplina de Gêneros Discursivos em Jornalismo.

“Os textos do blog estão muito bons”, confirmou a professora Larissa, que desafiou os alunos a essa trabalho genial. Além do mais, os alunos podem enfrentar os problemas, ou melhor, as dificuldades do dia-a-dia que um jornalista enfrenta.

Mas, independente dos textos estarem bom, no caso estão muito bem escrito, o que contará mesmo é a experiência que todos os alunos estão tendo com esse projeto, para se preparar para o mercado de trabalho quando se formarem. Mas, quem sairá ganhando dessa “brincadeira” séria, são os próprios alunos e também os leitores que acessarem o nosso blog.


Repórteres: Renata Ribeiro, Ellyne Almeida, Crhystiane Martins
Edição: Jadiel B. Reis, Adenilson Silva
Pauta: Jadiel B Reis

A solenidade de abertura do II Simpósio de Comunicação Social “Jornalismo e Memória” realizada no dia 03 de Dezembro de 2008 no prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Imperatriz - Ma, contou com a ilustre presença de Sérgio Murilo de Andrade (foto abaixo), Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).



A Federação possui 31 sindicatos de jornalistas por todo país com aproximadamente 40 mil jornalistas. A palestra teve como tema “A arte de tecer a realidade do jornalismo como ciência”. Sérgio começou salientando que o jornalismo não é arte e nem é ciência, é na realidade uma universalidade do conhecimento, no entanto, constrói-se no social, é baseado na singularidade.
“E devido ao fato das pessoas acharem que escrever uma notícia é “Arte” que os profissionais desta área sofrem com uma “Crise” resultado do não reconhecido necessário pela sociedade, no qual ele ressalta o curso ainda não tem reconhecimento social, e isso é um problema internacional”. Um fato bastante preocupante é a falta da exigência do diploma do curso nas empresas de Comunicação que foi abolida desde 2001, fazendo com que qualquer pessoa possa exercer a profissão de jornalista sem formação gradual. Hoje, a FENAJ tem uma luta no Congresso Nacional, para a obrigatoriedade do diploma e desde então, busca apoio das Universidades, Sindicatos, e Mercado para vencer essa luta.

Um dos modos de se vencer essa crise é aproximando a profissão de jornalistas da Universidade, pois, há ma certa distancia entre elas e o mercado, fazendo com que os estudantes criem um preconceito com a própria profissão.

O Palestrante citou algumas posturas importantes que a área deve tomar: Valorizar a cultura jornalística; Reforçar valores (objetividade, ética, liberdade de expressão); O objetivo da profissão ( é diferente dos objetivos da mídia); Defender o próprio reconhecimento profissional (enfrentando a onda Neoliberal).

Depois iniciou a parte de bate-papo, perguntas e respostas que satisfizeram bastante o ego dos estudantes e profissionais da área, mas, se observou, no entanto, que a luta pela obrigatoriedade do diploma ainda vai ser longa, já que uma parte dos empresários do pais, não apóiam e nem aceitam.




Repórter: Ângela Barros
Pauta: Karine Duarte
Editora: Alanna Ferreira

Preparativos prontos, acadêmicos e palestrantes a postos. Iniciou-se ontem o II Simpósio da Ufma. Profissionais, professores, mestres e doutores compõem o grupo de palestrantes que darão um brilho especial ao evento.

A abertura contará com a presença de Sergio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e graduado em Comunicação Social/ Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Os coordenadores dos minicursos são Sol Lago, repórter da TV Bandeirantes; Larissa Leda, graduada em Comunicação Social/ Jornalismo, especializada em Docência do Ensino Superior pela PUC Minas e mestrado em Comunicação - linha Comunicação e Mediação - pela Universidade Federal Fluminense, atualmente é professora no curso de Jornalismo na UFMA de Imperatriz e Gilbert Angerami Lopes, que possui graduação em Engenharia Civil e Comunicação Social pelo Centro Universitário Augusto Motta, mestrado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em Administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e também é professor da UFMA de Imperatriz.

A mesa- redonda "Trajetória da Mídia na Região Tocantina – a contribuição dos profissionais" terá a direção de Carlos Alberto Claudino, formado em Ciências Sociais e mestrado em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Maranhão e professor de sociologia e Ciência Política da UFMA, além de coordenador do curso de Comunicação Social / Jornalismo do Centro de Ciências Sociais, Saúde e Tecnologia na cidade Imperatriz. Já no dia 05 o tema da mesa- redonda é "Cenários da Mídia Maranhense - a contribuição dos pesquisadores" com Li Chang Shuen Cristina da Silva Sousa, mestre em comunicação e professora do curso de Comunicação Social da UFMA de Imperatriz.

Um dos objetivos da ciência não é apenas fazer descobertas, mas divulgá-las, por isso o simpósio abriu espaço para as mostras científicas. Acadêmicos e professores terão a oportunidade de socializar suas pesquisas.



Repórteres: Kalyne Figueiredo, Wabner Figueiredo, Marta Nunes
Pauta: Janaina Amorim
Editora: Dilmara Tavares

Resposta à "Carta" do Leitor

Ângela Barros disse:

Sim querido mais o curso tem dois anos de existencia, como diz todas as materias seguintes e anteriors......

30 de Novembro de 2008 11:57

Resp.: Antes de responder a essa provocação, tenho duas belas e singelas perguntas a te fazer, leitora.

Tu leste o texto todo? Tem assistido às aulas de gêneros discursivos?

O Jornalismo Diversional nos permite brincar e fazer trocadilhos com certas informações e essa foi uma delas.


Lu disse:
gente! amei !! so faltou falar q o ladir tbm participa das saidas entre engenharia e jornalismo!KKK!

tipo! amei o texto!KKK!ironia!??!! MEU LEMA!

30 de Novembro de 2008 21:30

Resp.: Obrigado! Em breve estaremos lançando outro texto um pouco mais apimentado. Esperamos que o aprecie.

E outra, os teus comentários e críticas serão sempre bem vindos tanto em nossa “coluna” como em todo o blog.


Diego Boaventura disse:
TAH SHOW!!

O Ricardo arrebentou!!

kkkkkkkkkkkkkkkkkk.............

1 de Dezembro de 2008 09:01

Resp.: Obrigado! É esse tipo de incentivo que nos leva mais longe, sem sermos motivados pelo rancor.


Anônimo disse:
muito bom, gente...

parabens.

janaina

1 de Dezembro de 2008 15:19

Resp.: Holla, anônima mais bela del mundo. Obrigado! É por ti e por quem gosta do nosso trabalho que estamos à frente dessa empreitada.


Anônimo disse:
recado pra essa tal de lu ai:

inveja é pra quem não tem nenhuma criatividade. e como vc é muito tapada

eu só tenho uma coisa a dizer:

vai procurar o que fazer e para de tah

com frescura no blog dos outros vlw?
quem avisa amigo eh!!!

1 de Dezembro de 2008 16:39

Resp.: Local errado.

A essa figura que não se identificou.

Eu, como um dos “proprietários”, quero lhe informar que o AI-5 e outras coisas parecidas já acabaram. Certo que a internet foi criada por militares, no entanto quando ela começou a ser trabalhada por civis e compartilhada pelos mesmos, já se mostrava como uma área de livre expressão, só que algumas pessoas, por fraqueza de caráter ou por não agüentar um debate sério e contundente, se refugiam no anonimato.

E já chega! Já perdi 1’ 30” contigo, basta.
Recomendação de leitura: Constituição: República Federativa do Brasil de 1988.


Joyce disse:
NOSSA!ficou ótimo;segue a baixo a parte do texto que mais gostei:

(Também houve coisas boas durante esses três anos. A instauração do curso laçou a UFMA no mercado do entretenimento noturno de Imperatriz. O que mais poderia se esperar da junção entre engenharia e comunicação? Só farra mesmo! Mas é bom saber que de alguma forma estamos contribuindo para a melhoria de nossa renda per capita. Eu, ao menos, dando mais qualidade de vida para os vendedores de cachaça e reafirmando a indústria do "Beber, Cair e Levantar".)
Muito bom mesmo!

1 de Dezembro de 2008 17:19

Resp.: Obrigado!

Olha, cuidado para não entrar como patrocinadora dessa indústria, contudo se você for uma das beneficiadas com essa prática me convide para ser um dos sócios.


Ferro. disse:
Realmente... o texto ficou excelente!!!

Muito divertido e criativo!

Parabéns a vcs.

1 de Dezembro de 2008 19:45

Resp.: Obrigado.

Na verdade o que realmente nos elevou a esse ponto foi o bom e velho sentar e estudar. E com uma pitada de loucura e perversão mental chegamos a alguns de nossos textos que breve serão lançados.

Agora, para deixar tudo na santa paz, um vídeo dedicado ao anônimo anteriormente citado, que não se identificou e ainda atacou, basicamente sem direito de resposta, uma de nossas Blogueiras.

Liberdade!
Rage Against The Machine - Freedom



E agora, para aquietarmos nossos corações, um meigo e singelo texto.


Trovinhas para a UFMA

Ó minha Senhor!
Por que fazes tal crueldade comigo?
Tu sabes que como teu servo, brindo-te

Portanto, minha senhor
Partilha o que é teu comigo
Não sejas assim tão vil
De me permitir ficar do teu lado
E não ter o que tens a oferecer

Mesmo assim, neste meu canto te glorifico
E durante minhas viagens
Levarei o teu brasão
Por que luto e defendo
Ó minha senhor



Pauta e edição: Ricardo e Vinícius

200 anos de imprensa: memória

3 de dez. de 2008

A chegada da família real em 7 de março de 1808 marca também a chegada da imprensa ao Brasil, o príncipe regente D. João permitiu a instalação da imprensa, e em meio as comemorações do bicentenário da chegada da família real marcam os 200 anos da imprensa brasileira. É, a imprensa brasileira está completando 200 anos. No inicio do século 19, os jornais eram escritos exclusivamente para divulgar os feitos da nobreza real. Divulgavam-se apenas notícias boas em relação ao Brasil. A censura já dava o ar da graça. Para criticar a monarquia foi preciso editar um jornal em Londres e contrabandeá-lo de navio.

A imprensa foi ganhando autonomia com o passar dos anos. Tornou-se o instrumento de manifestação do descontentamento da sociedade com muito custo. O povo ganha voz e pode gritar contra as mazelas dos governantes. A força da imprensa é tão grande que o governo decide controlá-la. Tem início uma verdadeira caça às bruxas.

Foram vários os períodos turbulentos, em que a imprensa viveu em pé de guerra com os governantes do país. Uma guerra desleal na qual apenas um lado tinha vantagem. Escrever contra o regime era assinar um atestado de traição contra a nação. Traição que muitas vezes era punida com a morte.

Quando o século 20 se aproximava do final, a imprensa brasileira volta a ter autonomia, e ganha status de quarto poder. Hoje a notícia vira mercadoria que deve ser vendida a todo custo. Parece que 200 anos não foi suficiente para a
imprensa encontrar sua real identidade.



Repórter: Ayra Carvalho
Pauta: Diulia Sousa
Editora: Ana Carine Ribeiro

Somos Brasis

Ah, esse Brasil de Brasis!

Somos um país continental. País da alegria, do futebol, do carnaval. É o que todos dizem. Também somos o país de um jeitinho próprio, o conhecido " jeitinho brasileiro", pura corrupção (reportagem de um programa da Rede Globo). E a boa notícia? Hum! Parece que nos visita de vez em quando. É o Brasil de Brasis, com suas culturas, suas falas, suas comidas típicas, seu folclore. E nós somos Brasis, quer dizer, a nossa região é um pedaço desse imenso Brasil de Brasis. E pelo visto, não nega a raça.

Só que por aqui as coisas são um pouco diferentes, meio complicadas, ou talvez bem complicadas. Pelo menos é o que se ouve por aqui. Mas, a culpa não é dessa gente, é que herdamos um passado temente. Um passado que insiste em acompanhar essa região. Até parece que faz parte da cultura desse povo bom e ordeiro.

Será que esse passado ainda existe ou é recreação? Aqui as pessoas estão tão acostumadas com notícias ruins que se violência, morte e a enrolação não estiverem presentes no noticiário do dia, nesse dia o noticiário não é bom, quer dizer, não presta. Talvez seja por que também somos Brasis, portanto, não somos diferentes do Brasil de Brasis. Aqui também notícia para fazer sucesso tem que ser ruim.

Talvez estejamos precisando de uma imprensa mais arrojada. Já que estamos numa região que parece ser bem complicada. E também precisamos nos desligar de um passado que nos faz parar no tempo, e não deixa que essa região acompanhe o seu potencial natural. E siga magestosa livremente para frente.

Se por um lado a nossa imprensa não tem demonstrado muita preocupação em mudar essa imagem de cidade violenta, por outro o público dessa região parece não estar lá se importando com essa situação não. E assim seguimos em frente, convivendo com essa situação calamitosa. De uma sensação de violência permanente, e a boa informação ausente, ou, quase ausente.

É claro que aqui há pessoas que tem prestado um excelente trabalho em prol da mudança. De um novo rumo para essa cidade. Rumo que lhe faça magestade. Obrigado a essas pessoas!

Portanto colegas estudantes do curso de jornalismo, temos uma grande tarefa pela frente. Promover o novo nessa região. Tirando o vício desse povo. Mudando a cara da informação dessa cidade chamada Imperatriz.



Crônica: Raimundo Nonato de Oliveira
Pauta: Rozany
Editor: Narcísio
Repórteres: Luis Carlos, Kaline Cunha, Ana Carine e Raimundo Nonato

Verdade ou mentira?

Como não se fala mais em falta de estrutura para o Curso de Comunicação Social da UFMA, por o prédio do curso já estar teoricamente pronto, algumas conseqüências dessa falta de estrutura se refletem nas oficinas que serão realizadas durante o II Simpósio de Comunicação, este ano.

O Simpósio de Comunicação do Campus da UFMA de Imperatriz, está sendo realizado dos dias 03 à 05 de Dezembro, que seria mais uma forma de aprendizagem para o acadêmico, mas a universidade, hoje, não dispõe de laboratório algum no Campus, a não ser uma sala com alguns computadores que mais parece uma lan house do que um próprio laboratório, pois os alunos que precisam realmente do ambiente como uma área para obter conteúdo e realização de disciplina, caracterizam-na como "improvisada e com muitos problemas" dentre eles: ausência de programas necessários para a elaboração e concretização do conteúdo da disciplina.

Webjornalismo é um dos minicursos do Simpósio. É o segundo ano consecutivo que é oferecido pelo evento. No ano anterior foi realizada de forma terceirizada. Esse ano, a oficina acontece na tão bem definida lan house;



Telejornalismo: outra ironia, pois, a sala no bloco de Comunicação a qual está destinada à acontecer as futuras desta cadeira, está cheia de borboletas e vazia de material laboratorial, que, provavelmente, deve estar espalhado na sala da coordenação, cheia de armários, mais parecendo um almoxarifado do que a coordenação do curso. Importante salientar que essa oficina, provavelmente, acontece no Sistema Band de Comunicação.

Alguns mini-cursos não foram incluídos no Simpósio pela precariedade da estrutura física do campus, um exemplo disso é o de jornal impresso e rádio.



Avisamos, desde já, que a programação noturna do evento será realizada no prédio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil, Rua Simplício Moreira, Centro, por motivos de reforma no auditório da Instituição.

“Será verdade ou mentira que o auditório vai estar em reforma?

Será se as palestras não serão ministradas na OAB pela falta de estrutura dos banheiros, equipamentos e precariedade do auditório das UFMA?”



Repórter: Ângela Barros
Pauta: Karine Duarte
Editora: Alanna Ferreira

Postagem Especial

Programação – II SIMPÓSIO DE COMUNICAÇÃO
Data: 3, 4 e 5 de dezembro de 2008
Tema: Jornalismo e Memória
Campus Imperatriz-UFMA


Locais:

À TARDE - Mini-cursos e apresentação de trabalhos (UFMA)

À NOITE - Mesas-redondas (auditório OAB- Imperatriz)


Quarta-feira, 03 de dezembro:

14:00 às 18:00h – Mini-cursos

- Web jornalismo (Orientadora: Profa. Larissa Leda)
- Telejornalismo (Orientadora: Jornalista Sol Lago)

19:00h – Solenidade de Abertura
19:30h – Palestra com o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas-FENAJ, Sérgio Murilo de Andrade

Coordenadora: Profa. Larissa Leda


22:00h – Noite Cultural

Local: OAB - Acadêmicos cantam MPB


Quinta-feira, 04 de dezembro:

14:00 às 18:00h – Mini-cursos

- Web jornalismo (encerramento)
- Telejornalismo (encerramento)
- Cerimonial e Protocolo (Orientador: Profº. Gilbert Angerami)


19:00h – Curso livre de teatro da UFMA apresenta peça “Fragmentos de uma aula”

Mesa-redonda Trajetória da Mídia na Região Tocantina – a contribuição dos profissionais

Coordenador: Prof. Carlos Alberto Claudino

Antônio Filho – Diretor TV Mirante

Denis Lopes – Diretor TV Difusora

Edmilson Sanches - jornalista

Aldeman Costa - radialista

Marcelo Rodrigues - radialista


22:00h – Noite Cultural

Local: OAB

Dona Francisca do Lindo e Grupo Batalhão Real


Sexta-feira, 05 de dezembro

08:00 às 12:00h – Mini-curso de Criatividade em Assessoria de Comunicação (Orientadora: jornalista Edvânia Kátia)


14:00 às 18:00h

- Sessão Científica com apresentação de trabalhos e Mini-cursos
- Cerimonial e Protocolo (encerramento)
- Criatividade em Assessoria de Comunicação (encerramento)

19:00h – Mesa-redonda Cenários da Mídia Maranhense - a contribuição dos pesquisadores


- Palestrantes:

Coordenadora: Profa. Li Chang Cristina

Profª Mestre Roseane Pinheiro – Imprensa Maranhense
Profº. Mestre Ed Wilson Araújo – Rádios Comunitárias
Profº. Mestre José Reinaldo Martins – Fotografia no Maranhão

22:00h – Encerramento Noite Cultural

Local: Campus UFMA
Música Eletrônica

Contagem regressiva para o Simpósio "Jornalismo e Memória"

2 de dez. de 2008

Coordenação divulga programação

Falta apenas um dia para o II Simpósio de Jornalismo da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), realizado nos dias 03, 04 e 05 de dezembro. Os preparativos estão a todo vapor e os alunos esperam ansiosos pela programação do evento que contará com mini-cursos, mesas-redondas, palestras e mostras científicas.

Serão oferecidas as oficinas de Webjornalismo com a professora mestre Larissa Leda (Ufma de Imperatriz), Telejornalismo ministrada por Sol Lago (jornalista da TV Bandeirantes de Imperatriz), Cerimonial e protocolo com o professor doutor Gilbert Angerami (Ufma de Imperatriz), Criatividade e Assessoria de Comunicação com a jornalista Edvânia Kátia Sousa Silva (assessora chefe do Tribunal Regional do Trabalho-MA).

A abertura será dia 3 às 19h, logo em seguida, às 19h40 está programada uma palestra com o jornalista Sérgio Murilo de Andrade – presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), com o tema "A arte de tecer o presente - os desafios diários do jornalista". Das 14 às 18 horas acontecerão os mini-cursos de Web jornalismo e telejornalismo. As 22:00 horas os acadêmicos cantam MPB na OAB.

“Trajetória da Mídia na Região Tocantina – a contribuição dos profissionais”, este será o tema da mesa redonda de quinta-feira (04), às 19:00horas sob a coordenação do professor mestre Carlos Alberto Claudino Silva – coordenador do curso de Jornalismo da Ufma de Imperatriz, terá a participação de Antonio Filho (Diretor da TV Mirante), Denis Lopes (Diretor da TV Difusora ), Edmilson Sanches (jornalista), Aldeman Costa (radialista) e Marcelo Rodrigues (radialista). Os mini-cursos realizados serão Web jornalismo, Telejornalismo e Cerimonial e Protocolo das 14 às 18 horas. A partir das 22:00 horas Dona Francisca do Lindô e Grupo Batalhão Real animam a noite cultural na OAB.

Na sexta-feira (05) será abordado os “Cenários da Mídia Maranhense - a contribuição dos pesquisadores” dirigido pela professora Li Chang Shuen Cristina da Silva Sousa do Curso de Jornalismo da Ufma/Imperatriz, mestre em comunicação. A mesa redonda terá a participação dos professores: José Reinaldo Martins, Ed Wilson Araújo, Roseane Arcanjo Pinheiro, todos do curso de Jornalismo da Ufma de Imperatriz e mestres em comunicação, além do professor mestrado Francisco Frazão da Faculdade São Luís e o doutor Francisco Gonçalves – Chefe do curso de Comunicação/Ufma-São Luís. As oficinas oferecidas são de Cerimonial e Protocolo das 14:00 as 18:00hs e Criatividade em Assessoria de Comunicação das 8 as 12 e das 14 as 18 horas. Para encerrar, noite cultural com música eletrônica no campus da Ufma.

O simpósio "Jornalismo e memória" é uma ótima oportunidade para os alunos ampliarem seus conhecimentos e interagir com profissionais da área, professores e acadêmicos do curso.


Dicas para os Congressistas

Passar horas sentados como ouvintes nem sempre é tão divertido, principalmente para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de participar de congressos, simpósios ou algo do gênero. Mas há aspectos positivos, um dos principais é o enriquecimento intelectual. E para os "congressistas de primeira viagem", ai vão algumas dicas:

- Pontualidade, pois permite que você não perca a linha de raciocínio das palestras;

- Levar caneta, papel e pen drive é essencial, assim você poderá registrar o mais importante do evento, além de e-mails e sites;

- Participar das mesas-redondas. Elas abordam temáticas interessantes para a formação profissional.



Repórteres: Kalyne Figueiredo, Wabner Figueiredo, Marta Nunes
Pauta: Janaina Amorim
Editora: Dilmara Tavares

Menina Interestadual

Todos os dias, uma garota sai de sua cidade, São Miguel do Tocantins, no estado do Tocantins, para ir à sua faculdade, na cidade vizinha de Imperatriz, interior do Maranhão. Para começar, o seu primeiro desafio é pegar uma condução. Nada mais que algumas horas para relaxar e botar a matéria em dia. Ao pegar, finalmente, tal condução, mais algumas horas de viagem até chegar, e mais um tempinho para revisar a matéria da faculdade. Seria sim um tempo valioso, se não fosse o fato de a condução levar mais um monte de meninos numa faixa etária de mais ou menos 10 à 12 anos. Só pela idade já se pode imaginar a bagunça dentro da condução. Esse drama é enfrentado não apenas pela garota de São Miguel, mas por muitas pessoas que, não tendo alternativas, se vêem obrigados a se locomoverem por distâncias gigantescas para trabalhar ou estudar em locais desconhecidos, devido à falta de oportunidades em suas cidades natais.

Bem, chegando na divisa dos estados, o rio Tocantins, mais um problema: a condução não pode passar. E agora? Papo vai, papo vem, o motorista conseguiu autorização para atravessar o rio e levar as pessoas aos seus destinos. Chegando lá, entre 11h e 12h, a garota tem que acompanhar o motorista à todos os lugares, pois ele deve deixar todas as crianças em suas respectivas escolas. Detalhe: ele tem que esperar até o portão da escola abrir. Nessa brincadeira, a garota teve que esperar até 1h30 da tarde para poder finalmente chegar ao seu destino: a Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Todos os dias era essa luta para chegar ao seu destino. Também não é pra menos, o pouco acesso ao ensino superior nas cidades do interior vem levando cada vez mais gente a procurar outros caminhos para conseguir uma formação acadêmica. Quanto à questão das enormes jornadas para chegar à universidade, ora, é apenas um pequeno esforço se comparado com os demais, tais como o pouco acesso ao ensino superior.

Bem, e quanto à garota citada no texto? Seu nome é Chrystiane Martins, estudante do terceiro período de Jornalismo da UFMA de Imperatriz. Ela encara essa jornada praticamente todos os dias. Dessa forma, uma pergunta sempre vem à cabeça: Chrystiane é uma tocantinense por ter nascido lá, ou uma maranhense, por passar a maior parte do tempo em Imperatriz? De uma forma ou de outra, ela seria uma super – heroína: a "Menina Interestadual".



Repórteres: Ellyne Almeida, Renata Fonseca, Adenilson Silva
Pauta: Chrystiane Martins
Editor: Jadiel B. Reis

O homem por trás do Progresso

1 de dez. de 2008

O Progresso, jornal impresso de Imperatriz, constituiu-se num divisor de águas na história da segunda cidade mais importante do Estado. Foi o primeiro do gênero a simbolizar, com o perdão do trocadilho, o progresso, ou melhor, a evolução cultural de um povo que outrora difundia sua informação através da tradição oral.

Vale à pena ressaltar que pensar, sonhar, é o que mais nos diferencia dos outros animais. A abelha, por exemplo, é uma exímia arquiteta, só que não agrega um sentido ao seu trabalho. Diferentemente, o homem depois que produz, se afasta do seu empreendimento e contempla a beleza do seu edifício. Isso serve para ilustrar a importância de um homem que é o alicerce, no melhor sentido da palavra, da história desse jornal. Seu José, como é carinhosamente chamado, é fundador e consumador de O Progresso. Na sua gênese, as notícias eram compostas à mão, só depois vieram as primeiras linotipos, como preconizava o parceiro, companheiro e primeiro editor do jornal, Jurivê de Macedo, que se tornou outra figura importante para a materialização desse ideal.

Certa vez o vice-presidente da república, Almirante Augusto Ravimar, passou por Imperatriz para vistoriar a construção da rodovia Belém-Brasília. Avesso à imprensa, que ele achava que distorcia os fatos, o almirante foi convencido pelos dois amigos a conceder uma entrevista ao jornal. Quando os repórteres foram redigir a reportagem sobre o ilustre visitante, após uma noite inteira para produzir o jornal, que tinha que estar à disposição do leitor no dia seguinte, perceberam um erro. Em vez de escrever a palavra físico, escreveram tísico e lá se foram refazer todo o jornal, uma noite inteira perdida, lembrando que cada palavra era escrita tipo a tipo.

Hoje, com as facilidades oferecidas pela tecnologia digital e a internet, esse relato pode até parecer engraçado, mas, na verdade, revela a perseverança de homens que não desistiram dos seus sonhos, pois traziam dentro de si, desde a remota infância, as marcas da tipografia e o ideal de deixar um legado para a posteridade.




Pauta e edição: Narcísio e Luís Carlos Lima

Lembranças do ano passado

30 de nov. de 2008

Passado um ano da realização do I Simpósio de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) campus II e com a proximidade da realização do segundo simpósio, surge, nos acadêmicos que participaram do primeiro evento, um sentimento de “nostalgia” que nos faz lembrar o que se passou durante aqueles três dias de evento em 2007.

O primeiro dia foi bastante quente e ficou gravado na memória de todos, pois, a noite foi marcada por um “confronto” entre os próprios universitários. De um lado, os organizadores do simpósio ansiosos para o pontapé inicial do evento que buscava discutir os vários sentidos da atividade jornalística na sociedade. Do outro lado, um grupo de estudantes munidos de apitos e palavras de ordem que não concordavam com a ocupação do campus pelo movimento “Quem sabe faz a hora não espera acontecer” que já estavam acampados na Ufma há uma semana, cujo objetivo era de reivindicar melhorias educacionais e estruturais para a universidade.

O clima esquentou, de fato, quando os estudantes invadiram o auditório da universidade e fizeram um verdadeiro apitaço. O som agudo dos apitos se misturou com as vaias por parte dos participantes do simpósio e membros do movimento “Quem sabe faz a hora não espera acontecer” que estavam no local. Até a polícia apareceu por lá para acalmar os ânimos. Esse episódio, no entanto, não tirou o brilho do evento que foi feito em comemoração ao primeiro ano de implantação do curso de jornalismo em Imperatriz. Nos dias seguintes do simpósio, tudo transcorreu na mais perfeita ordem.

O I Simpósio de Comunicação da Ufma foi composto por várias oficinas, mini-cursos, seções de cinema e palestras. O evento se encerrou com a palestra “jornalismo, propaganda e cidadania”, ministrada pelo professor da Ufma de São Luis, Francisco Gonçalves. Segundo a opinião de muitos estudantes o simpósio teve um saldo positivo, instigando-os à pesquisa científica e ao debate sobre a prática jornalística.
Ah! Já que é para lembrar, não podia esquecer das noites, que eram marcadas por um forró pé-de-serra, onde todos deixavam a timidez de lado e caíam no “rala-bucho”.



Repórteres: Jairo Alves, Angelo Verderosi, Dyego Wilson
Pauta: Raphael Giannotti, Ricardo Kadett
Editor: Diego Leonardo

Alunos do campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus II, completaram, aos trancos e barrancos, dois anos de curso em Imperatriz.

Não se sabe como medir as dificuldades enfrentadas pelos alunos da faculdade e tentar nomear alguns deles talvez não seja tarefa tão fácil assim. A greve realizada em menos de um ano de curso, em 2006, deixou os ânimos à flor da pele, não só dos alunos do curso de comunicação, mas de todo o campus, haja vista que todos, direta ou indiretamente, aderiram à greve.

A turma dos grevistas, encabeçada por estudantes de enfermagem, tentou dar um novo rumo às próximas turmas não só de enfermagem, mas de todos os cursos. Porém, o problema permanece até hoje, só que de uma forma menos acentuada.
Como se não bastasse a greve, os alunos do curso de comunicação enfrentam a falta de equipamentos e profissionais da área, deixando um certo grau de amadorismo no curso. Para algumas turmas, utilizar o data show é uma tarefa complicada. O professor precisa trocar, em alguns casos, até três vezes os acessórios do equipamento que apresentam defeito. Sem falar do laboratório que necessita da compra dos equipamentos restantes. Depois que isso ocorrer, os alunos e professores terão que esperar a realização de concurso para pessoal de nível técnico, não se sabe quantos meses mais irá durar a espera.

Até a precária estrutura do prédio da universidade já foi motivo de reportagens da imprensa local. O prédio estava com a maioria das colunas comprometidas, sem falar na rede elétrica que era muito velha . O prédio passou por reformas, mas os problemas ainda persistem. Nas salas de aula muitos condicionadores de ar não funcionam e parte dos ventiladores também não.

Esta é a avaliação de dois anos do curso de comunicação social, ao seu término poderia ser renomeado de Comunicação dos Sobreviventes de Guerra


Pauta e edição: Kaline Cunha

Memória Ofuscada

29 de nov. de 2008






Pauta: Adenilson Silva, Ellyne Almeida, Chrystiane Martins, Renata Ribeiro,
Cartunista: Jadiel B. Reis

Três dias em três anos

Como o tempo passa rápido! Faz três anos que ele nasceu e ainda não veio ao mundo, até agora esperamos para ver sua cara. Enquanto isso, os alunos se perguntam: "Cadê o nosso curso de comunicação?"

Para um curso de comunicação ele não nos transmite nada, para formação de jornalistas ele não cobre sequer uma pauta. Mas tudo bem! Vai ver que, provavelmente, isso não seja um problema da instituição, ela é pobre! Complô da oposição! Talvez sim, talvez não. Em meio a tantas especulações o mais absurdo é imaginar que os problemas surgem de questões político-socio-econômicas e umas rixas regionalistas banais. Que nada! Isso nunca existiu. Talvez o Maranhão não seja um Estado abençoado e antes de ter sido criado um porco, nosso solo deve ter pisado.

O cachorro late, o gato mia, a vaca muge, enquanto nosso curso de comunicação assiste emocionado à sinfonia dos grilos e dos sapos que é um belíssimo espetáculo por sinal. De uma coisa todos têm certeza: após a fundação do curso originou-se um enorme fluxo na BR porque o vai e vem dos professores é grande. Mas tudo bem, sem problemas. Sou imperatrizense e não desisto nunca. Como um macaco que não tem outro galho, assim me seguro firmemente na esperança de um dia ver minha cidade melhorar. Sou apenas um macaco em busca das bananas do conhecimento, mas o que até agora pude encontrar foi um sinal feito com os dois braços em cruzamento perpendicular. Foi o mais próximo que cheguei das bananas. Um símbolo de Ultraje e mais nada.

Tudo bem, já que os maranhenses são herdeiros do reino dos céus contanto que lá tenha um vasto terreno de babaçu para que as pobres catadoras nunca descansem. Pelo visto o Sarney não tem só máfia entre o céu e o inferno, vai ver que ele é o próprio deus e o diabo.

Também houve coisas boas durante esses três anos. A instauração do curso laçou a UFMA no mercado do entretenimento noturno de Imperatriz. O que mais poderia se esperar da junção entre engenharia e comunicação? Só farra mesmo! Mas é bom saber que de alguma forma estamos contribuindo para a melhoria de nossa renda per capita. Eu, ao menos, dando mais qualidade de vida para os vendedores de cachaça e reafirmando a indústria do "Beber, Cair e Levantar".

Por outro lado me orgulha muito lembrar nosso coordenador sempre muito compenetrado em seus joguinhos de computador. Não existe plástica mais bela do que observar o Capitão Caverna a se deleitar no baralho virtual, tecnologia e antiquário, lado a lado.

Enquanto isso, não vejo sinais de movimento intelectual sarais em vista que Imperatriz se mantêm como um corpo sem alma e na UFMA durante todos esses anos as pessoas só querem saber é quem foi que cagou esse "Tolete"!

Mas ainda há esperança visto que já se passaram os três longos anos, e a ressurreição?


Pauta, produção e edição:
Ricardo Magno e Vinícius Mendes

Expectativa para o Simpósio é positiva

28 de nov. de 2008

O curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo do Campos II da Universidade Federal do Maranhão, sediado na cidade de Imperatriz, que iniciou suas tarefas oficiais em novembro de 2006, compreende que a presença do curso é importante para o desenvolvimento da instituição, e é mais uma opção para no âmbito do ensino superior na região Tocatinha.

No ano seguinte, novembro de 2007, juntamente com as comemorações de um ano do curso, criou-se um Simpósio de Comunicação com propósito de lançar para a comunidade acadêmica perspectivas na área, mostrando que na cidade há mercado de trabalho e produção acadêmica. Alunos vêem o evento como um elemento importante na construção curricular.

No entanto, uma greve de alunos em busca de melhores estruturas para a instituição, na época da realização do evento, causou na comissão responsável pela organização receio de que não fosse possível a realização do Simpósio, que acabou acontecendo e sendo muito produtivo. A ocasião permitiu que os alunos pudessem ter uma melhor compreensão sobre o curso.

Por conseqüência do "sucesso" do ano anterior, assim ressaltado pelo fato de não podermos esquecer os fatos elementares que quase puseram o prestígio do evento abaixo, esse ano toda a academia juntou-se novamente para promover mais um Simpósio de Comunicação, com os mesmos intuitos a progressão do curso na comunidade de Imperatriz.

Este ano, o diferencial está na exposição da história da Imprensa do Brasil. O II Simpósio terá como tema "Jornalismo e Memória" e os alunos farão exposições de trabalhos produzidos sobre a imprensa local, o que deixou os mesmos animados, já que puderam ter contatos com o mercado de trabalho.

As expectativas da comissão organizadora são positivas. São esperadas presenças ilustres da área de Comunicação. A idéia é que o evento seja propulsor para uma maior participação acadêmica dos alunos de Comunicação da UFMA de Imperatriz em eventos nacionais.



Repórter: Ângela Barros
Pauta: Karine Duarte
Editora: Alanna Ferreira

A primeira turma de jornalismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) será formada daqui a dois anos e o mercado de trabalho tem grandes expectativas em relação a esses novos profissionais. Antes mesmo dessa formação algumas empresas já oferecem estágios aos futuros jornalistas.

A TV Mirante, uma das primeiras emissoras a atuar em Imperatriz, desde a sua fundação já treinava seus funcionários nas emissoras da Rede Globo no Rio de Janeiro, São Paulo e no Recife (PE). "Agora é uma exigência da empresa, ter profissionais com graduação em jornalismo e até dos profissionais antigos que não tinham essa formação agora está sendo exigida. Na empresa, somente uma pessoa atua sem graduação e dois estão em processo de formação. E com a graduação dos primeiro alunos de comunicação vai melhorar a contratação", ressaltou o diretor de jornalismo da TV Mirante de Imperatriz, Antônio Cardoso Filho.

O diretor geral de Jornalismo da Difusora, Júnior Coelho, também disse que as expectativas são muito boas. E que os primeiros alunos formados irão abastecer o mercado, pois estarão habilitadas e com toda a garra de trabalhar, ou seja, quem sairá ganhando serão os telespectadores, ouvintes e leitores. A tendência da empresa é buscar mais pessoas
graduadas para compor o quadro de funcionários.

Os alunos da UFMA também estão bastante animados com o mercado de trabalho e acreditam que assim que formados logo garantirão emprego na área. E mesmo sem a formação completa alguns alunos já conseguem espaço em algumas emissoras da cidade como é o caso da própria TV Difusora Sul. O estudante de Jornalismo do 5° período, Lierbeth da Silva Sá, que faz parte da primeira turma a ser formada, tem um olhar positivo em relação ao futuro. "O mercado vai ser promissor, precisa ser corretamente explorado e vai ser moldado com a chegada dos novos profissionais da área", disse Lierbeth.

Rodrigo Nascimento Reis, estudante do 4° período, disse que tem trabalhado nesta área na cidade e que as portas estão se abrindo. Ele já trabalhou em três empresas de comunicação, mas no momento está se dedicando mais a grupos de pesquisas.

A nova realidade jornalística em Imperatriz já mostra seus primeiros sinais, pois com os futuros jornalistas a tendência é melhorar a qualidade dos jornais locais. O historiador, escritor e jornalista, Adalberto Franklin, destacou que "A formação acadêmica tem um peso muito grande, pela profundidade daquele que se especializa na área. Nesse sentido o jornalismo carece de um aspecto cientifico que é o conhecimento das diversas áreas como as ciências políticas, sociológicas e filosófica. De tudo isso o jornalista tem que estar sabendo e ele também tem de ter conhecimento da realidade atual". (Vídeo à direita).

As primeiras turmas serão formadas em 2010 e o mercado de trabalho já está à espera desses profissionais capacitados para atuarem em suas empresas. E esses terão em mãos a responsabilidade de colocar em prática o que aprenderam na academia e desta forma informar a sociedade com qualidade.

O gráfico aposentado José Matos Vieira, fundador do Jornal O Progresso, também comunga do pensamento de Adalberto Franklin. Com a experiência de quem fundou o primeiro jornal da cidade em atividade até agora, ele afirmou que muitos dos profissionais não precisaram de formação superior, mas acredita também que o mercado de trabalho na área de comunicação passará por muitas transformações para melhor a partir de 2010.



Repórteres: Dailane Santana e Paula Lima
Pauta e edição: João Rodrigues

Interação São Luis e Imperatriz : Suas vantagens

27 de nov. de 2008

Sabe-se que o cenário acadêmico que corresponde a Imperatriz e São Luís está em constante interação possibilitando a realização de vários eventos em nossa área, que só vem a melhorar a formação dos participantes do evento e também dos acadêmicos. Para melhor entender esta interligação e onde ela nos ajuda em nossos eventos no campus II, conversamos com Roseane Arcanjo Pinheiro, professora do curso e integrante do Intercom. Roseane nos fala sobre o II simpósio de comunicação que está sendo organizado pela mesma, sobre as dificuldades encontradas entre outros temas. Perguntamos como ela vê a implantação do curso de comunicação social na cidade de Imperatriz, a mesma afirma que:

"A fundação do curso de Jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão atendeu as demandas da comunidade. Toda vez que a instituição implanta um curso são realizadas audiências públicas com segmentos sociais para que sejam identificadas as necessidades em relação ao ensino superior. O curso de Jornalismo foi uma das solicitações dessas audiências. Acredito que o curso fortalecerá a imprensa de Imperatriz e vai inaugurar novas oportunidades de trabalho na área da comunicação em toda a região. Atualmente a qualificação é uma exigência do mundo do trabalho e a cidade de Imperatriz é um pólo universitário com sete instituições de ensino superior, que representam uma nova fase para desenvolvimento social e econômico da cidade”.

Quando questionada sobre a interação entre os cursos de comunicação da UFMA de São Luis com Imperatriz ela responde voltando-se para o fato de que é um curso novo e que tem se mantido contato com os colegas do curso de Jornalismo de São Luís, que tem 40 anos. "Essa interação é necessária e deve ser incentivada para que possamos trocar experiências, oferecer cursos, fazer pesquisas conjuntas, concretizar ações na área de extensão visando a comunidade. Já temos frutos desse bom relacionamento: o prof. Marcos Fábio Belo Matos, do curso de Jornalismo de Imperatriz, e o professor Francisco Gonçalves, do curso de Jornalismo de São Luís, vão lançar mais um livro juntos. Será uma coletânea de artigos da área da comunicação. Em 2009, faremos novos projetos juntos. Por exemplo, a organização do Encontro Nacional dos Pesquisadores em Jornalismo, em 2010, no Maranhão. Será um evento que terá a colaboração de professores de São Luís e Imperatriz dos cursos de Jornalismo. É um intercâmbio necessário para a visibilidade dos cursos e o engrandecimento das atividades do curso de Comunicação na UFMA”.

Ao ser questionada sobre as dificuldades encontradas para a realização do II Simpósio de comunicação, a professora ressalta o fato de que todo evento esbarra em dificuldades, principalmente financeiras, mas foi possível superá-las e organizar um bom evento.

“A UFMA entra com uma parte das verbas, mas temos que captar recursos junto à iniciativa privada, o que conseguimos. Temos o apoio da Vale, da Ética Editora, do Comercial Vila Nova e da FAPEMA. Os colegas de São Luís nos apóiam com a divulgação junto a toda comunidade acadêmica e com a troca de informações. Temos uma parceria com a Assessoria de comunicação da instituição que está veiculando toda as informações do evento.
São aguardados cerca de 300 participantes: alunos de Comunicação, História, Letras, Direito, além professores, profissionais e toda a sociedade. Neste ano, vamos dedicar a tarde do dia 5/12 para a apresentação de trabalhos científicos e teremos uma exposição com trabalhos dos alunos do 3º período sobre a trajetória da mídia em Imperatriz. O tema do simpósio é Jornalismo e Memória, pois este ano é o marco do Bicentenário da Imprensa, e vamos debater sobre os novos caminhos do jornalismo em nosso país.”

Roseane fala ainda isoladamente sobre como é organizar um evento como Intercom Nordeste, e qual sua contribuição para a formação dos profissionais da área da comunicação.

“O congresso anual da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, o Intercom, é um momento muito rico, com acesso a todas as pesquisas recentes na área da comunicação, além do contato com estudantes, professores e profissionais do mercado de trabalho.” O evento reúne em média 3 mil pessoas e representa o mais importante fórum das ciências da comunicação no país. Há apresentação de pesquisas, lançamentos de livros, troca de idéias e premiações. Recomendo que todos os alunos possam participar tanto da edição regional do Intercom Nordeste, que em 2009 será em Teresina em maio, e da edição nacional, que acontecerá em setembro do ano que vem em Curitiba. É uma experiência positiva tanto para os que desejam seguir a carreiras acadêmica, quanto inovar no mercado de trabalho e ampliar sua rede de contatos em todo o país.

Para os estudantes há dois espaços importantes no Intercom: o Expocom, a exposição de produtos midiáticos, tais como blogs, livros-reportagens, jornais, sites, revistas etc. É o momento da inovação em relação à prática profissional. Já vi trabalhos ousados e muito criativos e que foram premiados. Os melhores recebem um prêmio na edição nacional. Há muita torcida e entusiasmo por parte dos estudantes. O curso de Comunicação da UFMA já ganhou vários prêmios no Expocom nacional, o que mostra o bom nível dos trabalhos realizados na universidade.

Para os alunos que desejam expor pesquisas científicas, há o Iniciacom, onde estudantes de todo o país compartilham suas pesquisas. Dessa forma, os discentes estão colaborando com a produção científica na área a Comunicação ao estudarem os fenômenos comunicacionais. Além disso, vislumbram a carreira acadêmica, hoje um espaço de atuação importante no mercado tanto em universidades públicas quanto privadas.”

A FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), em maio de 1998, lançou uma revista comemorativa no XXIII Congresso Mundial dos Jornalistas, no Brasil, quando na ocasião o país completara 190 anos de imprensa. A revista, intitulada "A Imprensa do Brasil", relata desde a chegada de D. João com a família real até a construção dos impérios de comunicação, desenvolvidos durante o governo Fernando Henrique Cardoso. São ressaltados fatos marcantes que contribuíram para a construção da história do país e da imprensa brasileira.

Para começar é apresentado como surgiu o primeiro jornal brasileiro, O Correio Brasiliense, que começou publicando notícias sobre as embarcações que chegavam no porto da Bahia vindos da Europa. Assim, surgia as primeiras informações de caráter de utilidade pública no Brasil, mas também trazia notícias de cunho político que desde o início, pelo que foi observado, é a principal característica do jornalismo brasileiro: a denúncia. Contudo, só em 1808 nascia oficialmente o primeiro jornal do poder dominante, expressão usada pela revista A gazeta do Rio de Janeiro.

Porém, os tempos passaram e uma nova forma de governo se aproximava e trazia consigo tempos de censura e repressão, a Ditadura Militar. A revista relata um pouco da história da mídia com o objetivo de resgatar a memória dos meios de comunicação. Mostra o império que foi construído por Chateaubriand tanto no jornal impresso quanto no rádio e na televisão; aborda o poder que a imprensa tem nas mãos, de influenciar o público ao qual cada veículo se destine, como foi o caso do impeachment do ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello, em 29 de dezembro de 1992 — o evento mostrou que foi a imprensa quem, indireta, mas poderosamente, tirou do governo o homem que ela mesma colocou; salienta de maneira singular e objetiva os maiores acontecimentos da imprensa no Brasil; os artigos são dos próprios jornalistas e não fazem apelo a nenhum jornal, rádio ou emissora de televisão; procura provar que não há nação democrática, sem haver também democracia na maneira como essa nação se comunica.

Finalizando, a FENAJ fez uma bonita homenagem, além de importante registro, para a história da imprensa e àqueles que fizeram parte desta. A revista deixa claro que em toda a sociedade, é através da imprensa, e de muito suor e sangue derramado, que se conquista a tão sofrida, porém necessária, liberdade de expressão. Por último, a revista revela à população a importância da profissão jornalística e como foi a luta pela democratização dos meios de comunicação no país, embora ainda falte um caminho doloroso a se percorrer, afinal, a imprensa, até hoje, se concentra nas mãos de poucos.




Repórter: Ângela Barros
Pauta: Karine Duarte
Editora: Alanna Ferreira

Ufma realiza II Simpósio de Comunicação Social

26 de nov. de 2008

Ansiedade, curiosidade, expectativa, esses são os sentimentos de André Costa Mathias, aluno do primeiro período de jornalismo da Ufma de Imperatriz. O acadêmico participará pela primeira vez do Simpósio de Comunicação Social. Este ano o evento acontecerá nos dias 3, 4 e 5 de dezembro no auditório da Ufma e tem como tema “Jornalismo e Memória”, em homenagem aos duzentos anos da imprensa brasileira, comemorado pela passagem dos dois séculos de fundação do primeiro jornal do Brasil, Correio Braziliense, em 1 de junho de 1808.

Segundo os organizadores, o objetivo do evento é debater a historia dos meios de comunicação no Maranhão e na Região Tocantina. “Reunir profissionais, estudantes, pesquisadores para debater a importância do jornalismo na contemporaneidade a partir da compreensão da trajetória histórica desta profissão e seu saber e prática específicas” disse Roseane Arcanjo, uma das coordenadoras.

Como inscrever-se? As inscrições encontram-se abertas e vão até dia 03 de dezembro. Devem ser feitas no Centro Acadêmico de Jornalismo ao lado da cantina, no valor de dez reais (cinco reais para o simpósio e cinco para o mini-curso) para estudantes da Ufma. Profissionais e demais interessados pagam vinte reais (dez reais para o simpósio e dez reais para o mini-curso).
A programação contará com os mini-cursos de Telejornalismo, Webjornalismo, Cerimonial e Criatividade e Comunicação Organizacional, além de mesas-redondas, palestras e exposição de trabalhos.

André ressalta a importância da participação dos acadêmicos com apresentações de trabalhos científicos: “Um dos objetivos da ciência não é apenas fazer descobertas, mas divulgá-las” disse Mathias.

O prazo para o envio de pesquisas encerra-se dia 30 de novembro.
A organização do simpósio estima que sejam inscritos trezentos participantes e cinqüenta trabalhos científicos.





Repórteres: Kalyne Figueiredo, Wabner Figueiredo, Marta Nunes
Pauta: Janaina Amorim
Editora: Dilmara Tavares