A FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), em maio de 1998, lançou uma revista comemorativa no XXIII Congresso Mundial dos Jornalistas, no Brasil, quando na ocasião o país completara 190 anos de imprensa. A revista, intitulada "A Imprensa do Brasil", relata desde a chegada de D. João com a família real até a construção dos impérios de comunicação, desenvolvidos durante o governo Fernando Henrique Cardoso. São ressaltados fatos marcantes que contribuíram para a construção da história do país e da imprensa brasileira.

Para começar é apresentado como surgiu o primeiro jornal brasileiro, O Correio Brasiliense, que começou publicando notícias sobre as embarcações que chegavam no porto da Bahia vindos da Europa. Assim, surgia as primeiras informações de caráter de utilidade pública no Brasil, mas também trazia notícias de cunho político que desde o início, pelo que foi observado, é a principal característica do jornalismo brasileiro: a denúncia. Contudo, só em 1808 nascia oficialmente o primeiro jornal do poder dominante, expressão usada pela revista A gazeta do Rio de Janeiro.

Porém, os tempos passaram e uma nova forma de governo se aproximava e trazia consigo tempos de censura e repressão, a Ditadura Militar. A revista relata um pouco da história da mídia com o objetivo de resgatar a memória dos meios de comunicação. Mostra o império que foi construído por Chateaubriand tanto no jornal impresso quanto no rádio e na televisão; aborda o poder que a imprensa tem nas mãos, de influenciar o público ao qual cada veículo se destine, como foi o caso do impeachment do ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello, em 29 de dezembro de 1992 — o evento mostrou que foi a imprensa quem, indireta, mas poderosamente, tirou do governo o homem que ela mesma colocou; salienta de maneira singular e objetiva os maiores acontecimentos da imprensa no Brasil; os artigos são dos próprios jornalistas e não fazem apelo a nenhum jornal, rádio ou emissora de televisão; procura provar que não há nação democrática, sem haver também democracia na maneira como essa nação se comunica.

Finalizando, a FENAJ fez uma bonita homenagem, além de importante registro, para a história da imprensa e àqueles que fizeram parte desta. A revista deixa claro que em toda a sociedade, é através da imprensa, e de muito suor e sangue derramado, que se conquista a tão sofrida, porém necessária, liberdade de expressão. Por último, a revista revela à população a importância da profissão jornalística e como foi a luta pela democratização dos meios de comunicação no país, embora ainda falte um caminho doloroso a se percorrer, afinal, a imprensa, até hoje, se concentra nas mãos de poucos.




Repórter: Ângela Barros
Pauta: Karine Duarte
Editora: Alanna Ferreira

1 comentários:

Ângela Barros disse...

Parabens....

estar otimo ...