200 anos de imprensa: memória

03/12/2008

A chegada da família real em 7 de março de 1808 marca também a chegada da imprensa ao Brasil, o príncipe regente D. João permitiu a instalação da imprensa, e em meio as comemorações do bicentenário da chegada da família real marcam os 200 anos da imprensa brasileira. É, a imprensa brasileira está completando 200 anos. No inicio do século 19, os jornais eram escritos exclusivamente para divulgar os feitos da nobreza real. Divulgavam-se apenas notícias boas em relação ao Brasil. A censura já dava o ar da graça. Para criticar a monarquia foi preciso editar um jornal em Londres e contrabandeá-lo de navio.

A imprensa foi ganhando autonomia com o passar dos anos. Tornou-se o instrumento de manifestação do descontentamento da sociedade com muito custo. O povo ganha voz e pode gritar contra as mazelas dos governantes. A força da imprensa é tão grande que o governo decide controlá-la. Tem início uma verdadeira caça às bruxas.

Foram vários os períodos turbulentos, em que a imprensa viveu em pé de guerra com os governantes do país. Uma guerra desleal na qual apenas um lado tinha vantagem. Escrever contra o regime era assinar um atestado de traição contra a nação. Traição que muitas vezes era punida com a morte.

Quando o século 20 se aproximava do final, a imprensa brasileira volta a ter autonomia, e ganha status de quarto poder. Hoje a notícia vira mercadoria que deve ser vendida a todo custo. Parece que 200 anos não foi suficiente para a
imprensa encontrar sua real identidade.



Repórter: Ayra Carvalho
Pauta: Diulia Sousa
Editora: Ana Carine Ribeiro

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