Alunos do campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus II, completaram, aos trancos e barrancos, dois anos de curso em Imperatriz.
Não se sabe como medir as dificuldades enfrentadas pelos alunos da faculdade e tentar nomear alguns deles talvez não seja tarefa tão fácil assim. A greve realizada em menos de um ano de curso, em 2006, deixou os ânimos à flor da pele, não só dos alunos do curso de comunicação, mas de todo o campus, haja vista que todos, direta ou indiretamente, aderiram à greve.
A turma dos grevistas, encabeçada por estudantes de enfermagem, tentou dar um novo rumo às próximas turmas não só de enfermagem, mas de todos os cursos. Porém, o problema permanece até hoje, só que de uma forma menos acentuada.
Como se não bastasse a greve, os alunos do curso de comunicação enfrentam a falta de equipamentos e profissionais da área, deixando um certo grau de amadorismo no curso. Para algumas turmas, utilizar o data show é uma tarefa complicada. O professor precisa trocar, em alguns casos, até três vezes os acessórios do equipamento que apresentam defeito. Sem falar do laboratório que necessita da compra dos equipamentos restantes. Depois que isso ocorrer, os alunos e professores terão que esperar a realização de concurso para pessoal de nível técnico, não se sabe quantos meses mais irá durar a espera.
Até a precária estrutura do prédio da universidade já foi motivo de reportagens da imprensa local. O prédio estava com a maioria das colunas comprometidas, sem falar na rede elétrica que era muito velha . O prédio passou por reformas, mas os problemas ainda persistem. Nas salas de aula muitos condicionadores de ar não funcionam e parte dos ventiladores também não.
Esta é a avaliação de dois anos do curso de comunicação social, ao seu término poderia ser renomeado de Comunicação dos Sobreviventes de Guerra
Pauta e edição: Kaline Cunha
A sobrevivência do curso de Comunicação Social
Por Jornalismo III às 11:23 Marcadores: Artigo, Opinativo 30 de nov. de 2008
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