Presença da FENAJ na noite de abertura do Simpósio

4 de dez. de 2008

A solenidade de abertura do II Simpósio de Comunicação Social “Jornalismo e Memória” realizada no dia 03 de Dezembro de 2008 no prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Imperatriz - Ma, contou com a ilustre presença de Sérgio Murilo de Andrade (foto abaixo), Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).



A Federação possui 31 sindicatos de jornalistas por todo país com aproximadamente 40 mil jornalistas. A palestra teve como tema “A arte de tecer a realidade do jornalismo como ciência”. Sérgio começou salientando que o jornalismo não é arte e nem é ciência, é na realidade uma universalidade do conhecimento, no entanto, constrói-se no social, é baseado na singularidade.
“E devido ao fato das pessoas acharem que escrever uma notícia é “Arte” que os profissionais desta área sofrem com uma “Crise” resultado do não reconhecido necessário pela sociedade, no qual ele ressalta o curso ainda não tem reconhecimento social, e isso é um problema internacional”. Um fato bastante preocupante é a falta da exigência do diploma do curso nas empresas de Comunicação que foi abolida desde 2001, fazendo com que qualquer pessoa possa exercer a profissão de jornalista sem formação gradual. Hoje, a FENAJ tem uma luta no Congresso Nacional, para a obrigatoriedade do diploma e desde então, busca apoio das Universidades, Sindicatos, e Mercado para vencer essa luta.

Um dos modos de se vencer essa crise é aproximando a profissão de jornalistas da Universidade, pois, há ma certa distancia entre elas e o mercado, fazendo com que os estudantes criem um preconceito com a própria profissão.

O Palestrante citou algumas posturas importantes que a área deve tomar: Valorizar a cultura jornalística; Reforçar valores (objetividade, ética, liberdade de expressão); O objetivo da profissão ( é diferente dos objetivos da mídia); Defender o próprio reconhecimento profissional (enfrentando a onda Neoliberal).

Depois iniciou a parte de bate-papo, perguntas e respostas que satisfizeram bastante o ego dos estudantes e profissionais da área, mas, se observou, no entanto, que a luta pela obrigatoriedade do diploma ainda vai ser longa, já que uma parte dos empresários do pais, não apóiam e nem aceitam.




Repórter: Ângela Barros
Pauta: Karine Duarte
Editora: Alanna Ferreira

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